Parkinson e eu!


O primeiro sintoma que percebi foi em 2005, logo após uma cirurgia de apendicite. No período de recuperação da cirurgia comecei a sentir um leve tremor na mão esquerda e conclui que estava fraca. Com o tempo isso não passou e comecei a ter dificuldades para realizar algumas atividades relacionadas ao meu trabalho.
Em 2007, passei por algumas situações de estresse extremo e o tremor avançou para meu braço esquerdo e os primeiros eventos de bradicinesia e maiores dificuldades para realizar movimentos começaram a aparecer. Na loucura de viver só para trabalho, fui ao médico somente em agosto de 2009. Nisso o tremor também acometeu meu braço direito, porém um pouco mais discreto do que no braço esquerdo. Fiz alguns exames, incluindo ressonância magnética entre outros. Enfim, dentre os exames que fiz deu tudo normal. Conforme o médico me explicou, que os sintomas eram notados somente nos membros superiores, ele diagnosticou como tremor essencial.
Em setembro de 2010, resolvi procurar outro médico (um que minha mãe disse que era ótimo, pois atendia o Silvio Santos). Nisso, além do tremor de movimento nos braços e lentidão nos movimentos, outros sinais e sintomas já estavam evidentes, como: leve tremor nas pernas, muita rigidez em todo o corpo, dores musculares e depressão. O “famoso” médico me pediu exame de eletroneuromiografia dos membros inferiores e superiores e também o resultado foi normal. Voltando ao consultório, ele me deu um tapinha no rosto e disse: “Você está com depressão”. Me receitou um remédio para depressão. Foi impressionante a consulta, pareceu uma consulta do SUS. Uma falta de respeito e humanidade! Mesmo assim tentei tomar o remédio que ele me receitou. Não deu certo, eu só dormia. Não procurei mais médicos, talvez por causa do meu estado depressivo e também acreditava que tudo tinha sido causado pela vida estressante que levava. Em julho de 2011, após passar 6 meses nos EUA, eu não conseguia realizar movimentos para lavar meus cabelos, escovar os dentes, cortar bife e até um simples pão. Vestir a roupa estava muito difícil, perdia muita saliva durante o sono (mesmo estando com a boca fechada), estava com a marcha lenta e curta, com apatia facial, com o piscar dos olhos muito lento, com micrografia. Sem contar a depressão, chegava em casa e ficava prostrada no sofá. Um verdadeiro pesadelo! Eu não queria encontrar as pessoas, pois tinha vergonha. Quando era inevitável, meu marido tentava me servir para tudo.
Fui no terceiro médico no final de julho, e ele fez alguns testes físicos comigo e pediu mais exames. Ele disse que alguns sintomas estavam deixando-o com dúvida e queria primeiro que eu fizesse exame de vista e de dosagem de cobre plasmático e na urina. Isso para excluir a doença de Wilson (uma doença que causa danos à vários órgãos, inclusive no cérebro, devido ao acúmulo de cobre. Uma doença que atinge crianças a partir de 8 anos e adultos até 35 anos, causando óbito em pouco tempo). Apesar de estar, praticamente fora da faixa, o médico quis excluir essa possibilidade. Acompanhado dos pedidos de exame, o médico me deu uma receita para comprar levodopa e disse que se os resultados dos exames fossem negativos, que eu tomasse esse medicamento com dosagens progressivas durante 1 mês e voltasse em consulta. Finalizou dizendo que provavelmente me sentiria melhor. Não tive coragem de perguntar, mas fiquei pensando o porque do medico ter me receitado remédio para Parkinson. Fiquei mais preocupada em excluir a doença de Wilson de um possível diagnóstico. Fiz os exames e tudo negativo, claro! Mesmo assim, achei melhor não tomar Levodopa.
Logo depois, minha sogra me indicou um neurologista que considera muito bom. Passei em consulta com ele. Ele fez os testes físicos clássicos p/ diagnosticar Parkinson (que só depois fiquei sabendo que era para esse fim), mas não disse nada sobre a sua conclusão. Apenas me disse que estava com algumas alterações, como perda de expressão facial. Por ser especialista em cefaleia, o médico disse que achava melhor eu passar em consulta com um neurologista especialista em distúrbios de movimento. Me indicou 3 médicos. Marquei a consulta com um dos médicos em setembro de 2011, fiz os mesmos testes físicos do médico anterior, mais exames de sangue e ressonância magnética do crânio. Enfim, após 6 anos de sofrimento, 5 médico diferentes, veio o diagnóstico: “Você está com Doença de Parkinson”! (de modo frio e pouco humano com a mesma entonação como se diz: “Você está com gripe!”). Olhei bem pra ele de um modo cético e pensei: “Isso não é verdade. Não é comigo que esse cara está falando. Isso é com outra pessoa”. Saí do consultório, depois que ele me receitou selegina 5mg de 12h/12h. Quando cheguei no carro, desabei em choro. Não conseguia acreditar! Depois fiquei em choque! O médico simplesmente me passou a receita do medicamento e mais nenhuma informação, indicação... nada! Eu não consegui fazer nenhuma pergunta.
Por último, me senti sem chão e sem horizonte. A vida vira de ponta cabeça e do avesso ao mesmo tempo. Não sabia a quem recorrer, não conhecia ninguém com diagnóstico igual ao meu (exceto Michael J. Fox), mas que eu pudesse conhecer, conversar, etc. Várias perguntas me atormentaram: Por que comigo? Só eu tenho essa doença? Até quando vou viver? Vou definhar? 
No início fiquei resistente ao medicamento, provavelmente porque não aceitei o diagnóstico. Eu e meu marido começamos a ler o que tem de atual na literatura científica sobre Parkinson, ler tudo o que tinha disponível sobre sintomas, medicamentos, etc para tratamento da doença.  Comecei, então, uma busca por médicos neurologistas especialistas em doença de Parkinson e que tivesse envolvimento em pesquisa cientifica. Hoje, faço acompanhamento com neurologista especialista em Doença de Parkinson.
Passado o período de "luto"(assim que me senti, em luto, pois a sensação de morrer aos poucos é muito grande) percebi ou melhor "caiu a ficha" de muitas coisas.
A primeira delas foi o despreparo de muitos médicos neurologistas tanto do ponto de vista clínico, como humano. Passei em consulta com alguns médicos do famoso livrinho do plano de saúde. Recebi diferentes diagnósticos, entre eles depressão e tremor essencial. Nessa luta de passar em diferentes médicos o diagnóstico demorou muito (6 anos) e a doença avançou demais. O mais desumano dessa história, ao finalmente encontrar o primeiro médico especialista em distúrbio de movimento (que atendesse pelo plano), foi receber o diagnóstico de Doença de Parkinson de Início Precoce ou Parkinson Precoce (PP) como se fosse gripe!! Uma frieza que me causou náusea!! Foi terrível!! Isso é ético?!?

RECICLAGEM PARA ESSES MÉDICOS URGENTE!! CURSOS SOBRE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS, DE ÉTICA, DE ATENDIMENTO HUMANIZADO!

Com o tempo, tratamento, terapia, conhecendo a história de outros portadores de Parkinson Precoce, principalmente, com o amor dos meus familiares e amigos entendi que é possível reaprender a viver!

As postagens neste blog serão baseadas em vivência pessoal e em pesquisas de informações sobre Doença de Parkinson, focando na Doença de Parkinson de Início Precoce, objetivando auxiliar os portadores desta doença, bem como propagar ao público em geral sobre o assunto. Finalmente, espero que as informações sejam úteis no auxilio na melhora da qualidade de vida de pacientes!





Não há nenhuma intenção de promoção pessoal ou comercial na divulgação de produtos e de prestadores de serviços (profissionais da área da saúde).

41 comentários:

  1. Danielle, Você descreve com muita propriedade o sentimento e o impacto do diagnóstico em qualquer pessoa. Seja ela jovem, mediana, com mais idade etc... Não é fácil. Os médicos? Não sei se de tanto conviver com essas adversidades eles são duros, frios e sem preparo. Eles deviam pensar que estão dando o diagnóstico (que é cruel) a seres humanos e é um diagnóstico impactante. Parabéns pelo Blog. Abraços.

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    1. Querida Iris! Infelizmente esse é o nosso panorama. Médicos despreparados "dando"diagnóstico sem constragimento nenhum. Medico "super" especializados que acretam o diagnóstico mas esqueceram que somos humanos! Espero sinceramente que um dia essa fantasia de que médico está acima do bem e do mal, seja banida da cultura da nossa sociedade. Que passem a atuar como realmentes são, prestadores de serviços

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  2. OLÁ DANIELLE, MEU NOME É WLADEMIR, SOU DE SANTOS E HOJE TENHO 44 ANOS, RECEBI A NOTÍCIAQUE TINHA PARKINSON EM 2006 AOS 36 ANOS, MAS JA VINHA COM OS TREMORES DE 2000, QUANDO AINDA TINHA 30 ANOS, COMO VC TAMBÉM FOI DEMORADO MEU DIAGNÓSTICO, CERCA DE 6 ANOS,FIZ UMA OPERAÇÃO EM JUNHO DE 2011, A STEREOTAXIA, NO QUAL GRAÇAS A DEUS E AOS MÉDICOS QUE CONHECI, MUITO HUMANOS POR SINAL,ME DERAM A OPORTUNIDADE DE HOJE VIVER BEM MELHOR.
    DEIXO AQUI PRA QUEM QUISER ACESSAR O VÍDEO COM A MINHA CIRURGIA, É SÓ ENTRAR NO YOUTUBE E PROCURAR POR WLADEMIR SANTANA DOS REIS+DOENÇA DE PARKINSON E ENCONTRO-ME A DISPOSIÇÃO PARA QUALQUER AJUDA NECESSÁRIA.
    UM ABRAÇO A TODOS.

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    1. Agradeço por ter partilhado um pouco de sua história! Temos que nos unir para superar nossas dificuldades e melhorar nossa qualidade de vida! Abç

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  3. Danielle, fiquei feliz por ter achado esse blog, graças ao meu amigo Hamilton que é também seu contato. No primeiro comentário eu me identifiquei como parkinsoniana, mas na realidade é minha filha Cristiane que tem 40 anos. Vou passar o seu blog para ela. Ela tem o facebook como Cristiane frança. Abraços e fique na paz do SENHOR

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  4. Com quantos anos vc estava quando descobriu a doença? Alguém de sua família também tem?

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    1. Oi Liliane, estava com 35 anos. Nenhum caso na família até hoje!! Somente eu!! abç

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  5. Danielle,
    há um ano descobri a DP, após agravo de alguns sintomas que já me incomodavam desde os 20 anos...mas só fui diagnosticado no ano passado, após uma série de exames...(atualmente tenho 25)

    Assim, como você, a depressão é inevitável...

    Obrigado pelo Blog e esclarecimentos!

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  6. Oi, Danielle. Meu marido Fábio tem 35 anos e recebeu o diagnóstico de Parkinson há 2 anos. Como você, somente após rodar entre médicos e ter passado também pelo diagnóstico de tremor essencial. Ele hoje toma 3 remédios: amantadina, selegilina e pramipexol. Finalmente começou a fono e a fisioterapia. Essa semana, com o exame de ultrassonografia do mesencéfalo, foi classificado o grau do Parkinson: 2. Eu o amo imensamente. Ele é a melhor pessoa que já conheci e estamos esperando nosso 1o filho. Agradeceria demais a quem pudesse dividir comigo novas terapias, dicas, caminhos de melhorar a qualidade de vida dele. Obrigada e vamos em frente, sempre. Juliana.

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    1. Lindo o seu amor Juliana! Acredito que seu esposo se sinta muito protegido com sua dedicação. O apoio dos familiares é fundamental para se ter uma boa resposta no tratamento e retardar a progressão da doença. Que o filho de vocês chegue para abençoar ainda mais de amor sua família. Estou à disposição! Acesse nosso site: www.vibrarcomparkinson.com e facebook Vibrar Parkinson. Abç

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  7. Olá Danielle
    Um medico neurologista me diagnosticou com parkinson provavel, porém me receitou inicialmente prolopa e depois dicloridrato de pramipexol 4x ao dia 0,5mg, porém estou muito preocupado pois não sei se é parkinson, pois não tenho tremor, apenas dificuldade de caminhar, o que posso fazer para ter certeza do diagnostico?

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    1. Olá Rogério! Infelizmente a doença de Parkinson causa diversos sintomas. Além de tremor, pode ter ou vir a ter lentidão, rigidez, perda de equilibrio, alteração na postura, retenção de mão ou braço, alteração na marcha (sintoma que vc apresenta), apatia facial, dificuldades para falar, perda de saliva (babar), dificuldades para repetir movimentos com mãos, braços, pés e pernas, prisão de ventre, perda de olfato, aumento da oleosidade da pele, etc O que as pessoas mais associam ao Parkinson é o tremor. No entanto, nem toda pessoa com a doença de Parkinson tem tremor e nem todo tremor é Parkinson!
      O médico que você consultou é especialista em disturbios de movimentos?
      Você procurou uma segunda / terceira opinião?
      Você sentiu alguma melhora após o início do tartamento com prolopa?

      Não sei se você já acessou nosso site: www.vibrarcomparkinson.com Lá você irá encontrar outras informações. Veja também nossa página no Facebook Vibrar com Parkinson
      Abç

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    2. Já passei por dois neurologistas, porém até o momento só me disseram que há suspeita de doença de parkinson, porém alegam não ser possível confirmar o diagnostico, antes de 5 anos, gostaria de algum auxilio pois passarei por pericia médica.

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    3. Tenho notado que quando eu falo, minha boca do lado direito fica torta e tenho dificuldade para falar

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    4. Rogerio é importante relatar isso ao seu médico. A terapia fonoaudiológica tem sido indicada em casos como o seu. Em pouco tempo, a melhora é observada!
      Se cuida!
      Abç

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    5. Meu marido tem Parkinson e se trata com uma fono aqui no Rio de Janeiro muito boa.
      Ela não tem planos de saúde, mas abrimos mão de algumas coisas para poder ter a fono em nossa casa.
      Se precisarem, entrem em contato comigo que passo os dados dela.
      Danielle Alves.
      Pode me passar o contato de seu neurologista.
      Meu marido quer opinião de outro.
      Grata

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  8. Bom dia,
    Minha vó é parkisoriana a 25 anos e recentemente urilizandoo remedio AZILECT 1MG teve uma melhora enorme, porém em nossa cidade não conseguimos mais comprar esse remédio e ela esta precisando muito! vocÊs podem nos ajudar a comprar este medicamento? digo ainos estados unidos deve sermaisfacil localizar enviariamos a receita e enviariam o remedio. elaesta muito triste pois não esta conseguindo andar ,esta muito debilitada.

    Aguardo ansiosa,
    e obrigada pela oportunidade

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    1. Nathacha, eu chamo-me Rosa, sou portuguesa e tb tenho Parkinson precoce. Um dos medicamentos que eu tomo é o Azilect 1mg, e por cá é muito fácil de adquirir, inclusivé neste momento já há um genérico que é gratis. Gostaria de ajudar, no entanto aqui é preciso receita médica para o adquirir. De qualquer modo disponibilizo-lhe o meu email para me contactar se precisar de algo que possa ajudar.
      rosa_pereira18@hotmail.com OU rmgrp45@gmail.com

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  9. Meu marido é portador da doença ha 15anos. hj ele tem 63. acabei de descobrir que muitas das vezes, o que ajuda a piorar a rigidez e´a atrite.Pacientes ficam vulneráveis a essa doença. Começamos a dar atenção a isso e houve uma melhora consideravel.Devemos estar preparados pois existem alguns incovenientes. Hj, entendo bem da doença e consigo fazer com que meu marido tenha melhor qualidade de vida.Cada dia descubro algo novo. Inclusive para a cama para facilitar que ele levante.Estou à disposição.

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    1. realmente a doença é muito complexa e os familiares para ajudar seus pacientes acabam se tornando "especialistas". O que demonstra o amor e o carinho. Parabéns pela sua dedicação! Acesse o site do Projeto Vibrar Parkinson e saiba mais. www.vibrarcomparkinson.com

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  10. E hoje como vc está a doença regrediu ?

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    1. Infelizmente, a doença não regride! Vc pode ter uma melhora dos sintomas com uso de medicamentos. Acredito também que o estado emocional seja crítico. O enfretamento da doença e condições de tratamento são críticos para manutenção da qualidade de vida dos parkinsonianos

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  11. Oi. Eu tenho Parkinson juvenil há 13 anos.os sintomas começaram a aparecer aos 22 anos, logo após o nascimento da minha primeira filha. E hoje em dia estou com muitas dificuldades de andar. O médico me receitou azilect, vou começar a tomar e espero que apresente algumas melhoras. Eu me identifiquei muito com sua história, também passei por vários médicos até ser diagnosticada com PP.Abraço. E que Deus nos dê forças e esperanças de dias melhores.

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    1. Oi Flávia! Espero que o medicamento esteja sendo eficaz no seu tratamento. Que Deus nos dê força para continuar na luta diária pela nossa qualidade de vida! Abç

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  12. Danielle! Estou sentindo na pele o que você relata no seu blog! Minha mãe foi diagnosticada com mal de parkison assim como o médico fala que temos uma gripe.... Eu nem tenho Ctza se realmente é afinal foram alguns exames o prolopa e pronto você está com parkison! Não indicou uma fisioterapia um esclarecimento da doença ao familiares! E confesso que ainda estou na fase da negação da doença! Afinal do dia pra noite você descobre que sua mãe tem parkison não é uma tarefa fácil! Mas gostaria de parabeniza-la pela iniciativa do blog porque nos ajuda muito e com Ctza unidos conseguiremos vencer essa doença!

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    1. Obrigada! Espero que você se fortaleça, pois sua mãe precisa e precisará de muito apoio. Visite o site www.vibrarcomparkinson.com lá encontrará mais informações. Abç

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  13. Alguém teria um bom médico para indicar em SP ou no ABC ? Muito obrigada!

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    1. Olá Ana Paula! me passe seu email ou escreva para projetovibrar@gmail.com solicitando indicações. Abe

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  14. Obrigado pela postagem!
    Fui diagnosticado há dois anos com DPIP (Doença de Parkinson de Início Precoce). No início fiquei completamente perdido; tinha acabado de me casar e fiquei com muito medo de tudo, talvez o maior medo de todos que já tive. Hoje tenho 26 anos. Apesar de ter um perfil bem reservado (contido), tenho levado a doença de forma positiva.
    Hoje faço uso de três medicações: Biperideno, Amantadina e Pramipexol.

    Será que podemos trocar experiências, a fim de melhorarmos nossa qualidade de vida?

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    1. Boa tarde Marlon! Se tiver interesse há alguns grupos de whatsapp para troca de experiências. Caso tenha interesse, envie seu numero para o email projetovibrar@gmail.com solicitando indicação de grupos.
      Abç

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  15. Sou portador da doença de PARKINSON , desde 2009 e iniciou com leve tremor na mão esquerda e aos poucos evoluindo e também com rigidez no ombro esquerdo e perna idem. Entrei para Vale S.A em 2008 e atuando na área de coleta - preparação e análises laboratório/físico com amostras e inclusive MANGANÊS, e tenho dúvidas com esse minério, pela exposição - como fator de riscO OK?

    Coincidência ou não, passei a trabalhar nessa área com vários minérios,e inclusive, manganês e passei a ter a doença em 2009;
    e suspeito desse fator de risco. Após o diagnóstico da doença, passei a tomar os remédios que repõem o nível de dopamina no cérebro, mas apenas reduzindo os sintomas, por ser degenerativo. Doença tal que ansiedade e estresse/ E QUANDO FICO TENSO O TREMOR FICA MAIS VISÍVEL - são típicos mas que tem de ser combatidos com alternativas viáveis como fé religiosa, meditação, fisioterapia musical - etc...exercícios físicos diários...o importante é ACEITAR, CONVIVER COM A DOENÇA DE FORMA NATURAL E OTIMISTA, POIS AFINAL, NÃO ESCOLHEMOS NENHUMA DOENÇA, NÃO É? OLHAR A VIDA COM ARES MAIS POSITIVOS E CONFIAR EM DEUS SEMPRE, POIS O PODER DA FÉ FAZ A DIFERENÇA E MUITO...E SEMPRE BUSCAR SEUS DIREITOS QUE A LEI ASSEGURA, POIS SOMOS CIDADÃOS E TEMOS DEVERES E DIREITOS COMO QUALQUER UM.....SER FELIZ EMBORA COM PARKINSON É QUE VALE, NÃO É?

    PERGUNTO AO BLOG = TEM FUNDAMENTO ESSE MEU RELATO? CONHECE CASOS SEMELHANTE AO MEU E RELAÇÃO COM ESSE SETOR DE TRABALHO? HÁ COMO DIAGNOSTICAR ESSA DOENÇA E ESSE FATOR DE RISCO? COINCIDÊNCIA OU NÃO É UMA GRANDE CURIOSIDADE NÃO? POIS BEM AGUARDO RETORNO E AVANTE...

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    1. Boa tarde Marcos! Parabenizo por sua escolha de se manter firme e sempre com fé em Deus. Isso faz muita diferença! Até o momento, não conhecemos nenhum parkinsoniano que tenha a doença devido à contaminação. Realmente, existem relatos na literatura de doenças relacionadas à disturbios de movimento (como o Parkinson) devido a contaminação por metais pesados. Não duvido que possa ter a doença por causa de exposição à metais pesados. No entanto, no seu caso somente o médico poderá responder sua dúvida, após realização de exames que possam detectar níveis anormais desses contaminantes. Abe

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  16. Olá....incrível como a minha história, e a da maioria dos colegas, é muito parecida com a da Danielle. EU tenho um tremor bilateral nas pernas desde 2005. Por ser bilateral e por eu ter, na época, 42 anos, todos os médicos que fui (cerca de 6) diziam que era psicológico e que a única coisa que eu não tinha e jamais teria era Parkinson. Isso devido a um ultrassom transcerebral que eu havia feito e tinha dado tudo normal. Já havia tempo que também não sentia alguns odores e relatei isso ao meu oftalmo, juntamente com o tremor. Diagnóstico: Alergia. Enfim, graças a uma cardiologista, inconformada com o resultado das consultas, conheci uma neurologista especialista e distúrbio do movimento. Ela me fez algumas perguntas sobre algumas coisas que iam ao encontro do que eu sentia, como por exemplo, minhas caminhadas matinais estavam demorando mais. Eu me sentia mais lenta e, como sempre fui agitada e trabalho muito, achei que fosse uma reação do organismo ao estresse. E assim a história se repete, como a da maioria de vocÊs. Uma hora de conversa com um bom médico, vem o diagnóstico. Comecei a tomar Prolopa BD e fiquei praticamente normal, com exceção dos tremores nas pernas (que não me atrapalham em nada, só incomodam e fazem as pessoas pensarem que estou nervosa).
    Tenho uma evolução lenta e levo uma vida praticamente normal, trabalhando, cuidando da casa, praticando atividades como tango, pilates e yoga. Pesquiso bastante e como falo inglÊs, observo que em outros paíse os grupos de apoio são muito fortes e fica muito mais fácil convicer com o Parkinson. Sinto que se tivéssemos centros especializados em várias regiões, poderíamos ter atendimentos mais adequados. Quando faço Pilates, a minha professora dá os exercicios iguais aos outros alunos, pois ela não tem nenhuma especialização em PD. Penso que se todos os interessados se reunissem num local com pessoas especializadas, seria muito bom para nós. Outra coisa, li a respeito do excesso de radicais livres nas pessoas acometidas com DP. Eu tive catatara precoce, o que reafirma a questão dos radicais livres no corpo. Um médico amricano propõe uma dieta de suplementação de vitaminas, sem, no entanto, deixar de tomar os remédios, no meu caso Prolopa BD. Alguém já tentou? Deu resultado? Essas questões podem ser trocadas por pessoas realmente interessadas em melhorar os sintomas e por isso fiquei muito feliz em conhecer esse blog. È bom ter um espaço para trocar informações com quem realmente está envolvido com a doença, quem realmente sente no íntimo da sua alma a incerteza, a dor e os sintomas. Falar com familiares, amigos e médicos que não têm a doença é muito artificial, ninguém sabe realmente o que sentimos e só nós mesmos é que precisamos nos apoiar para decidir como vamos planejar nossas vidas. Estou muito feliz em conhecer e trocar experiências com vocÊs.

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    1. Olá Magali! Obrigada pelo seu relato! Apesar da alta incidência da doença, há pouco empenho por parte do governo em divulgar e auxiliar na manutenção e melhoria da qualidade de vida dos parkinsonianos. As iniciativas são de pessoas bem intencionadas que tentam ajudar. Muitas vezes falta apoio e recursos para que implantação de serviços especializados para tratamento. Em relação a vitaminas, eu faço de vitaminas com ação antioxidante como complementação à medicação prescrita pelo médico. Teve épocas em que parei e senti a diferença. Me sinto muito melhor quando faço uso, mesmo assim é uma melhora que não me permite ficar sem a medicação. Abç

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  17. Olá fui ao neurologista ontem fazer um mapeamento pois tinha tremores nas mãos, de inicio ele disse que era tremor essencial ,eua ja havia tido tremores em outros anos mas passaram e agora percebi que o tremor era mais em uma mão,enfim fiz o exame e o doutor disse que eu tinha uma diminuição de dopamina quando ele falou isso comecei chorar porque meu teve parckinson e eu ja tinha uma idéia. Bom ele me disse " hoje vc não tem mal de parckinson tem parckinsionismo ,vou te dar um remedio e pode ser que vc nunca desenvolva o mal de parckinson." Ele me disse pra tomar o remédio por 30 dias e depois ligar para dizer como eu estava,sei que quando fui ate a farmacia comprar o remédio e a moça falou o nome me desesperei porque era remédio pra parckinson, tenho 40 anos e estou desesperada. Porque ele me receitou remédio para parckinson e não uma vitamina se não tenho a doença? Estou com muito medo de morrer porque meu pai viveu pouco depois do diagnostico alguem pode me ajudar?meu imail suzanacro@hotmail.com. Me ajudem por favor não tenho outros sintomas só os tremores mas tenho medo de como vai ser minha vida agora.

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    1. Boa tarde Suzana! Entendo seu desespero, pois também passei por situação parecida. Receber um diagnóstico de doença neurológica não é fácil. Parkinsonismo é um termo genérico que designa uma série de doenças com causas diferentes e que têm em comum a presença de sintomas parkinsonianos (ou seja, aqueles sintomas encontrados na doença de Parkinson). Dessa forma, se os sintomas são comuns entre as doenças é comum que o tratamento seja com a mesma medicação. Tente acalmar seu coração e sua mente. Entrar em desespero e com medo não será bom. Se precisar, entre em contato por email para conversar melhor projetovibrar@gmail.com Tenha fé que vc ficará bem! Abç

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  18. Nossa lendo tudo isso meda tanto medo,meu nome é johnny, tenho 20 anos e a algum tempo tenho essa dúvida se tenho essa doenca, ultimamente estou tremendo muito,não só minhas mãos, mas minhas pernas,até minha boca treme, nao tive coragem de ir ao médico ainda pra saber oque é, porq tenho medo que seja Parkinson,tenho muito vergonha porq as vezes meus amigos me zoam e isso só me desmotiva de ir ao médico

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  19. Danielle, parabens pela iniciativa de ajudar tantas pessoas, principalmente nessa situação de fragilidade.
    Há um ano venho apresentando tremores no lado esquerdo. Outros sintomas como dificuldade no andar ainda são leves. Como moro em cidade pequena do interior, não encontrei medicos com experiencia nessa doença. O medico que consultei disse que os indicios são de DP, porem vamos esperar um pouco mais para o diagnóstico. Disse que a evolução deve ser mais lenta devido a minha idade (69). Voce acha que é diferente da DP de inicio precoce? Preciso de orientação de um profissional mais experiente, porisso estou mandando um email para voce, se possivel, me orientar. Aqui encontrei muito apoio,nos depoimentos, pois tudo é desconhecido, e assim encontramos pessoas com os mesmos problemas. Obrigado pelo blog.

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  20. Olá Danielle, estou com suspeita de ter doença de Parkinson precoce. O neurologista que é o terceiro estou indo passou Neupro adesivo é o que está fazendo com que eu consiga dormir, pois além dos tremores estava dando tipo uns pulinhos tipo aquela sensação de pesadelo mais é toda hora. Tenho dois casos na família(vós e tia paterna). Estou aqui na ansiedade para que o diagnóstico saia pra saber realmente o que tenho seja lá o que for. Adorei esse espaço para que possamos trocar experiências.

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  21. Alguém faz uso do neupo adesivo? estou sentindo muitas reações com ele.

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  22. Olá, gostaria de saber se tem algum caso de portador da doença que o olfato não foi atingido. Se todo portador tem o olfato atingido? Desde já obrigada.

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